MEMÓRIA DIGITAL

A linha de Memória Digital tem como foco a relação entre práticas de arquivamento, mídias digitais e formas contemporâneas de lembrar eventos-limite, conflitos e experiências traumáticas. Partindo de acervos produzidos por instituições, coletivos e iniciativas de base, a linha analisa como registros digitais – de sites e redes sociais a bancos de dados e repositórios multimídia – são constituídos, descritos, preservados e reutilizados na luta por direitos e reconhecimento.

Teoricamente, a linha dialoga com estudos de arquivo, memória social e humanidades digitais, discutindo temas como preservação de longo prazo, fragilidade de plataformas, regimes de visibilidade, bem como os enquadramentos jurídicos e éticos do armazenamento de dados pessoais e sensíveis. A partir disso, problematiza-se quem controla a memória em um mundo cada vez mais mediado por plataformas digitais, quais experiências são arquivadas e quais permanecem à margem, e como esses processos condicionam futuras possibilidades de escrita da história.