A linha de IA e dados explora criticamente o uso de inteligência artificial, ciência de dados e mineração de grandes corpora documentais no trabalho do historiador, entendendo esses recursos tanto como ferramentas heurísticas quanto como objetos de investigação. Interessa-nos discutir como algoritmos de classificação, recomendação e reconhecimento de padrões interferem na própria construção de indícios históricos, na definição de relevância arquivística e na organização de bases de dados voltadas à pesquisa em história.
Ao mesmo tempo, a linha enfatiza os dilemas éticos, políticos e epistemológicos colocados pela chamada Era do Big Data: vieses algorítmicos, opacidade dos modelos, limites da quantificação e assimetrias de poder na governança de dados. Nessa perspectiva, IA e dados são pensados em diálogo com debates sobre dados abertos de pesquisa, infraestruturas de conhecimento, justiça cognitiva e as novas formas de autoria e cooperação entre humanos e sistemas automatizados na escrita da história.
